sexta-feira, 22 de junho de 2012

ESPELHO MEU ESPELHO MEU EXISTE...



ESPELHO MEU ESPELHO MEU...


   Você faz as unhas, cabelo, maquiagem. Compra roupa nova, sandália, brinco, colar. Faz dieta pula o almoço e só bebe Coca light. Sobremesa, nem pensar!
    Troca esse prazer por uma cerveja nos finais de semana.         
  Depilações, hidratante até para o dedinho dos pés, perfume, lipoaspiração, silicone.  
    Para quê, ou melhor, para quem?
    Para sentir-se melhor, para ser admirada pelos homens ou para finalmente matar todas as mulheres de inveja?       Passa hidratante, perfume, spray, silicone. Até que se olha no espelho e, maravilha gosta do resultado. A pergunta é: pra quê isso tudo? Ou melhor: para quem? Afinal de contas, você se arruma para sentir-se bem, para os homens admirarem ou para as suas amigas morrerem de inveja?    

    Entre as nossas amigas, é eterna a preocupação com os ponteiros da balança. Quando nos encontramos é muito comum rolar frases do tipo: Você está muito magra!Pior ainda, como você engordou!Nas festas muitas vezes me arrumei para as que eu iria encontrar. Tudo isso feito com muito capricho. Naqueles comentários elogiando o cabelo, sapato, anel, peitos, pernas proveniente “delas”... Nem Freud explica esse prazer!

    “Segundo a psicóloga Sabrina Dotto, se nos reportarmos à natureza, inicialmente os adornos usados pela "fêmea" tinham o intuito de conquistar seu "macho". "Mas não podemos esquecer que somos seres culturais capazes de transformar o natural. 
    A cultura sofre influências diversas e, na disputa pelo par, a competição ultrapassa e a competição não existe só entre a mulherada: os homens se dizem muito camaradas, mas também disputam entre si. "A competição talvez mude o foco: competem nos postos de trabalho e com o modelo do carro. Seus corpos e adereços aos poucos se tornam uma caricatura, pois os homens assumiram sua vaidade e cuidam de si como nunca", finaliza a psicóloga. Essa fronteira de ‘se exibir para o macho'  e marca uma concorrência anterior, entre as mulheres", afirma à psicóloga. 
Sobre a mulher ser mais detalhista que o homem, Sabrina lembra que o comportamento é aprendido.” O fato de a mulher ser mais detalhista não se deve a qualquer diferencial de gênero e, sim, cultural". 
  “Nós, mulheres, ‘aprendemos’ a ser mais detalhistas porque nossos modelos foram assim”, explica ela, acrescentando que os homens estão ficando cada vez mais observadores. As mulheres competem, sim. "Por vários fatores, desde uma exigência social e a influência mercadológica (da mídia), que são questões culturais, ao número crescente de natalidade feminina em relação ao número de homens nascidos,especialmente em algumas regiões do Brasil, que pode representar o medo.
          O que eu vejo em tudo isso é que a disputa não existe entre apenas nós, mulheres. Para ser bastante franca, que é minha maior qualidade ou defeito, sei lá, os homens se dizem muito camaradas, mas vivem numa constante disputa entre si. Aí, a competição muda apenas de foco. Há uma constante corrida para ver quem tem o melhor posto no trabalho, o melhor carro e a inteligência sendo ressaltada visto que intelecto não faz mal a ninguém e gostamos disso.      Enfim, podemos ter nosso carinho próprio por nós mesmos, nossa auto-estima, querer ficar linda para seduzir, mas, segundo as pesquisas, o que nós, tanto homens quanto mulheres vivemos numa eterna competição. O que a meu ver não é ruim porque nos induz a crescer a cada dia mais.

  Marise