DESENVOLVIMENTO
À medida que o meio
ambiente apresenta evidentes sinais de estar enfraquecido em face da agressão
patrocinada pela expansão econômica sem freios, abre-se perspectiva de maior
inserção dos preceitos que emolduram a chamada Economia Ecológica.
Mas, afinal, o que
pretende a Economia Ecológica? Economia Ecológica (EE) é uma compreensão de que
o sistema econômico “gira” (funciona) em torno do mundo biofísico de onde saem
matérias-primas e energia. Essencialmente, a (EE) busca nas Leis da Termodinâmica
(calor, potência, energia, movimento) a base para explicar teoricamente a
realidade socioeconômica e ambiental.
Busca promover,
outrossim, a interface entre os ecossistemas naturais e o sistema econômico. O
ponto relevante da (EE) repousa sobre o entendimento de que o sistema econômico
é aberto ao universo na tentativa de captação de energia. É assim que a (EE) toma
emprestada as “leis da física” para explicar que há limites ao crescimento
econômico.
Com isso,
promove-se a boa discussão entre consumo versus meio-ambiente; dito de outra
forma, o que está em debate, nesse pormenor, é a velocidade de crescimento
econômico versus a capacidade de regeneração dos recursos naturais, afinal,
habitamos um planeta em que três quartos da população mundial vivem em países
que consomem mais recursos do que conseguem repor.
A existência,
portanto, de uma corrente de pensamento denominada de Economia Ecológica se
prende a um ponto factual: não há economia (produção – consumo –distribuição)
sem sistema ecológico.
Pensar a atividade
econômica fora dessa primordial questão ambiental é o mesmo que pensar um mundo
sem a presença das pessoas, habitado, apenas e tão somente, por insetos e seus
congêneres.
Por essa
perspectiva, somos levados a pontuar um fato inexorável: a economia está
“dentro” de algo muito maior chamado meio ambiente. E o meio ambiente é
limitado, não se expande no dia a dia.
Em que pese o fato
da economia tradicional cometer o crasso equívoco de se “julgar” superior ao
meio ambiente, o que representa, per si, uma visão estreita, o ponto de maior
relevância é que a economia (atividade) é completamente dependente das coisas
da natureza, e não o contrário.
Reforça-se esse
argumento com outro importante fato: a capacidade de sobrevivência da espécie
humana é integralmente dependente das condições ambientais.
Quando então
pensamos a economia por essa perspectiva, não se deve perder de vista, a título
de melhor compreensão, a brilhante definição de Lionel Robbins (1898-1984) à
economia como sendo “a ciência que estuda o comportamento humano como uma
relação entre fins e meios escassos que têm usos alternativos”.
Com isso, promover
a interface entre as pessoas, a economia e o meio ambiente nos parece ser de
fundamental importância, visto que tanto a economia quanto às pessoas dependem
integralmente do meio ambiente, e a economia depende, por seu turno, das pessoas
assim como também as pessoas dependem da economia, mas, o meio ambiente, não;
esse não depende de ninguém, é soberano.
O meio ambiente se
encontra em posição superior a tudo, e não o contrário como ainda insistem
alguns, em especial os defensores da velha economia tradicional que acreditam
na possibilidade de expansão econômica sem restrições, como se o mundo fosse
uma grande massa que se expande ininterruptamente.
Entender os
conceitos que formam a base teórica da (EE) significa compreender
definitivamente que o ecossistema é o TODO; a economia (atividade), por sua
vez, é apenas uma PARTE dependente desse todo.
Em síntese, esse é
o discurso mais proeminente que emerge da (EE) que traz ainda em seu bojo a
necessidade de condenar veementemente o discurso predominante da macroeconomia
tradicional que apenas intenciona fazer a economia crescer a qualquer preço.
Ora, pensar assim, medindo a economia apenas com a régua macroeconômica, é
olhar para a questão ambiental e vê-la tão somente como mais uma mera externalidade.
Definitivamente, a
(EE) entende o sistema econômico a partir de sua inserção e relação com as
questões ambientais, sabendo da existência de limites, pois aponta dedo em
riste para o fato de que o planeta Terra não aumentará de tamanho. Reitera-se
que o meio ambiente é escasso e limitado, e por mais que nos lancemos ao
exercício de imaginar mil maneiras diferentes, a Terra não sofrerá aumento em
seu tamanho.
Portanto, essa
questão fica mais clara assim: não é possível crescer economicamente a qualquer
preço! Há e sempre haverá limites físicos para isso. O freio a ser dado,
portanto, reside no lado das necessidades humanas.
Diminuir a
voracidade de consumo para dar “respiro” ao ecossistema. Que a Economia
Ecológica esteja sempre presente nas ações e no ideário de todos que sonham
viver num mundo melhor. A vida e o planeta Terra certamente saberão agradecer.
FONTE
Marcus Eduardo
de Oliveira.ECONOMISTA.
PARA ALCANÇAR O DESENVOLVIMENTO É NECESSÁRIA A ECONOMIA.PARA A ECONOMIA ACONTECER A ECOLOGIA DEVE SER RESPEITADA.E AÍ?SERÁ QUE TEREMOS ALGUM DIA POLÍTICOS QUE FIQUEM INTERESSADOS EM CONSCIENTIZAR O POVO ENSINANDO FORMAS DE SUSTENTO SEM AGREDIR A NATUREZA?
ResponderExcluirPORQUE TUDO É MUITO BONITINHO MAS,NA HORA DA FOME,SEDE,FRIO,DOENÇAS...SEGURA QUE É FOGUETE!